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Amora
julianabruce | 30 Julio, 2008 22:39

Depois da curva da estrada
Tem um pé de araçá
Sinto vir água nos olhos
Toda vez que passo lá

Sinto o coração flechado
Cercado de solidão
Penso que deve ser doce
A fruta do coração

Vou contar para o seu pai
Que você namora
Vou contar pra sua mãe
Que você me ignora

Vou pintar a minha boca
Do vermelho da amora
Que nasce lá no quintal
Da casa onde você mora.

(Renato Teixeira)

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Sobre o meu não ficar aqui
julianabruce | 10 Julio, 2008 06:17
Sempre que acho saber o que farei é neste momento que não tenho a menor idéia do que acontecerá. Me parece, pelo que tudo indica, se hoje à 1/2 hora de sono bêbado eu resistir, aqui não estarei mais. Que nem quem vem para cá sem saber o que pode acontecer e vê a sua vida mudada, efeito simples da mudança que já carregava antes mesmo de imaginar que mudaria.

Ir ou vir, que diferença? O que muda é o espaço vazio entre os dois pontos e onde você está quando os pronuncia. Por isso lembro do Gil e sua lata que diz o incabível. Nela nada cabe se não o mundo. E nele eu. E em mim este texto que nele nada cabe.

Caberia dizer agora algo bem poético, melhor: devia retomar ao começo de tudo e vir fazendo todo em poesia - mas esta já me escapuliu desde cedo.  #
Sobre minha ida não ida à Cananéia
julianabruce | 09 Julio, 2008 12:15
Para que um cochilo de 1/2 hora para quem já perdeu uma noite.
Eu mesma já perdi uma vida. Pior!, perco-a sempre, neste instante mesmo, por exemplo.

Quis fugir do mundo, como quem foge devendo. Devo, e muito. E não tenho pago, nem aos poucos. Devo contratos de aluguéis, livros para ler, aulas para nadar, quartos a arrumar, roupas a lavar, dissertações a simular, devo até o próprio dinheiro para viver. Mas por que merda temos nós que dever tanto, será que faço menos ou devo mais que outros?

Não deixaram-me partir para a minha Pasárgada! Pois agora devo mais essa. Me parece um tanto engraçado dever o fugir das dívidas, ainda mais sendo elas todas ilusões criadas por mim mesma. De fato não deveria nada, ou quase nada.

Já que eu não fui, vão vocês, todos vocês, à Pasárgada ou à puta que os pariu! Não importa, apenas sumam. Devo ficar tranqüila aqui mesmo, arrumando o quarto, lendo uns bons livros, dando uma força para minha irmã no contrato lá de casa e passeando com minha prima, mas sem exagerar que no domingo tenho simulado, e este será dissertativo.  #