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Poema Tirado de uma Notícia de Jornal
julianabruce | 20 Noviembre, 2008 10:54

João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

Manuel Bandeira 

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Re
julianabruce | 20 Octubre, 2008 02:22

Separação
Se par ação
Se pára são
Sê paração
Ser pára ação
Ser para são
Ser e par a são
Se reparação


Ivan Fladek
Concretismo para Juliana Bruce
08/10/2008 15:16

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Liberdade, Não Medo
julianabruce | 15 Octubre, 2008 14:37

freedom not fear liberdade não medo

 

Un amplio movimiento de activistas y organizaciones hacen un llamado a todos para unirse a la jornada contra la excesiva vigilancia por parte de los gobiernos y las empresas. El 11 de octubre de 2008, se tomarán las calles en diversos paises bajo el lema "Libertad sin miedo 2008". En varias capitales del mundo, se planea desarrollar actos pacíficos y creativos, desde marchas de protesta a demostraciones artísticas, fiestas, entre otros.

La vigilanciamanía se está expandiendo. Los gobiernos y las empresas registran, vigilan y controlan exahustivamente y cada vez más nuestro comportamiento. No importa lo que hagamos, a quien llamemos por teléfono, con quien hablamos, donde vamos, de quienes somos amigos, cuales son nuestros intereses, en que grupos participamos - "el gran hermano" en el gobierno y los "hermanos menores" en las empresas saben más y más de nosotros en distintos momentos.

11 de Outubro: Dia Mundial de Ação contra a Retenção de Dados
Para mais informações: http://www.vorratsdatenspeicherung.de/content/view/242/144/lang,es/

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Festa: venha comemorar meus 50 anos 25 anos antes!
julianabruce | 21 Septiembre, 2008 22:11
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Devaneios madrugueiros
julianabruce | 17 Agosto, 2008 01:06
A minha insegurança não é a minha verdade, é minha perseguição. Mas a minha verdade seria a minha vaidade?  #
Amora
julianabruce | 30 Julio, 2008 22:39

Depois da curva da estrada
Tem um pé de araçá
Sinto vir água nos olhos
Toda vez que passo lá

Sinto o coração flechado
Cercado de solidão
Penso que deve ser doce
A fruta do coração

Vou contar para o seu pai
Que você namora
Vou contar pra sua mãe
Que você me ignora

Vou pintar a minha boca
Do vermelho da amora
Que nasce lá no quintal
Da casa onde você mora.

(Renato Teixeira)

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Sobre o meu não ficar aqui
julianabruce | 10 Julio, 2008 06:17
Sempre que acho saber o que farei é neste momento que não tenho a menor idéia do que acontecerá. Me parece, pelo que tudo indica, se hoje à 1/2 hora de sono bêbado eu resistir, aqui não estarei mais. Que nem quem vem para cá sem saber o que pode acontecer e vê a sua vida mudada, efeito simples da mudança que já carregava antes mesmo de imaginar que mudaria.

Ir ou vir, que diferença? O que muda é o espaço vazio entre os dois pontos e onde você está quando os pronuncia. Por isso lembro do Gil e sua lata que diz o incabível. Nela nada cabe se não o mundo. E nele eu. E em mim este texto que nele nada cabe.

Caberia dizer agora algo bem poético, melhor: devia retomar ao começo de tudo e vir fazendo todo em poesia - mas esta já me escapuliu desde cedo.  #
Sobre minha ida não ida à Cananéia
julianabruce | 09 Julio, 2008 12:15
Para que um cochilo de 1/2 hora para quem já perdeu uma noite.
Eu mesma já perdi uma vida. Pior!, perco-a sempre, neste instante mesmo, por exemplo.

Quis fugir do mundo, como quem foge devendo. Devo, e muito. E não tenho pago, nem aos poucos. Devo contratos de aluguéis, livros para ler, aulas para nadar, quartos a arrumar, roupas a lavar, dissertações a simular, devo até o próprio dinheiro para viver. Mas por que merda temos nós que dever tanto, será que faço menos ou devo mais que outros?

Não deixaram-me partir para a minha Pasárgada! Pois agora devo mais essa. Me parece um tanto engraçado dever o fugir das dívidas, ainda mais sendo elas todas ilusões criadas por mim mesma. De fato não deveria nada, ou quase nada.

Já que eu não fui, vão vocês, todos vocês, à Pasárgada ou à puta que os pariu! Não importa, apenas sumam. Devo ficar tranqüila aqui mesmo, arrumando o quarto, lendo uns bons livros, dando uma força para minha irmã no contrato lá de casa e passeando com minha prima, mas sem exagerar que no domingo tenho simulado, e este será dissertativo.  #
Alô?
julianabruce | 23 Junio, 2008 14:00

Aqui estou na dúvida se escrevo uma prosa ou uns versos. Bem, acho que a situação pede para que as linhas se preencham lá até o fim, onde as letras caem, mas não sem antes estarem seguras de serem acolhidas logo abaixo. Isso me faz pensar se é o começo ou o fim que sustenta um texto. E se pensarmos no caso dos japoneses?

Vamos em prosa mesmo. O caso é o seguinte: num domingo já fim de tarde, entre Augusto dos Anjos, Pessoa e Vinícius passeiam as minhas lembranças. Atrevido surge no meu rosto um sorriso bobo que nem licença sabe pedir. Mas me sei apressada. Paro. Que tal um cigarro? Acendo e dou um trago. Este, mais atrevido ainda que o outro, retruca, a quinta é muito longe.

Cedo! Subo e ligo...

Depois venho escrever, antes um banho. Está frio, mesmo assim lavo o cabelo. Meus pés agora estão gelados e dobrados sobre a cadeira. Os dedos - os das mãos - tocam e destocam os tipos no teclado, que de birra resistem a eles, para em seguida: Back Space, Back Space, Back Space... Que nem o barulho de um relógio, só que bem apressado, como se quisesse compensar o tempo gasto antes na construção daquilo que só foi criado para ter seu tempo compensado. Produzindo um vai e vem ritmado entre quadradinhos, barra e o retângulo. E a este eu novamente apelo. Fine. Da capo!: Back Spaces, agora com o Ctrl.

Me detenho no limbo da tela. Busco na memória o que tava escrito, e... CtrlZ! Assim juntinho, sem toques de relógio a separá-los e aos montes. Ouço um barulho, levanto, é a ligação sendo retrucada. Chega, não conto mais. Dois pontos e fecha parênteses.

-- Alô?

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O Lamento das Coisas
julianabruce | 26 Mayo, 2008 15:19

Triste, a escutar, pancada por pancada,
A sucessividade dos segundos,
Ouço, em sons subterrâneos, do Orbe oriundos,
O choro da Energia abandonada!

É a dor da Força desaproveitada,
O cantochão dos dínamos profundos,
Que, podendo mover milhões de mundos,
Jazem ainda na estática do Nada!

É o soluço da forma ainda imprecisa...
Da transcendência que se não realiza...
Da luz que não chegou a ser lampejo...

E é em suma, o subconsciente aí formidando
Da Natureza que parou, chorando,
No rudimentarismo do Desejo!...

(Augusto dos Anjos)

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Definitivo?
julianabruce | 21 Abril, 2008 14:52

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Drummond

 

(passeando pelo blog do meu irmãozinho banto, achei esse poema ;) 

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Canto
julianabruce | 12 Marzo, 2008 11:15
Murmúrio duro,
Sobe ao quarto pelo muro.
Eu, no meu canto,
Passo lento,
Deito lépida,
Acordo esperta.
E ele lá, batalha:
A tomar café, se trocar e pegar toalha.
Cotidiano curto,
Já tão breve, nem escuto.
A goteira silenciou
E o vazio já cantou.  #
Quinteto irreverente
julianabruce | 16 Enero, 2008 16:48

quinteto em cananeia

Quinteto em Cananéia: uma virada
http://quintetoirreverente.wordpress.com

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Desejo
julianabruce | 20 Diciembre, 2007 02:02

Do misterioso soprar de ogro
sobra de longe desencontros.
Das palavras, colho o que posso,
como as calhas em dia de chuva.

Desejo então Drummond:
"Já não sofro, já não brilhas".
Mas não podemos ser coisa
alguma distinta de nada,
por não pensar que
fôssemos coisa alguma.

Vivo agora na costa
de um continente,
que não contém algo outro
além de um andar lento
e um adeus em gotas.

Eunice Goldemberg 

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cid, o gato preto
julianabruce | 10 Diciembre, 2007 20:25


cid na janela de casa

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