Luta

 

luta? que puta!
na ruta, tão pura.

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Jasmim

 A Bela-Maria quando murcha amarela

O amor, se fora de seu arbusto,

cedo ou tarde amarela-se também.

O perfume que antes presente,

agora é distante.

A folhas – que verdes! – ainda brilham.

A vida segue, vivida.

Se o pouco perfumado capim-amargoso

não é a forte Citronela,

ao primeiro olhar, quem pode não baralhar?

Como arrancar do arbusto

a tintura dos frutos e a essência das flores?

Que amor é esse se se recusa a ser tinta e essência?

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saudade a ponto de matar

Tem saudades que são de dose pouca,
tem outras que vem de monte,
mas as piores são as que não morrem.
Daquelas que não tem jeito de curar,
que o tempo passa, mas ela não.
Tendo vezes que até piora.

Agora, o que doí mesmo
é a saudade que se sente agora,
porque o que já é memória, já é.
Mas saudade de já, é coisa séria.

Saudade pode morrer ou dormir.
Quando morre é porque já dormiu demais
e quando dorme é porque um dia acorda.
O problema é que quando acorda, eita!,
vem mais forte que bicho bravo.

E saudade que acordou e foi agora,
faz a gente pensar demais,
dá vontade de matar logo
ou de não sentir nunca mais.

Aí, a dificuldade é de como matar a saudade,
Que pode ser espantando ou encontrando.
Embora os dois tenham um mesmo fim,
um é bom o outro é ruim.
Quando a certeza é pelo bom,
aí a saudade é quem te mata!

 

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Re

Separação
Se par ação
Se pára são
Sê paração
Ser pára ação
Ser para são
Ser e par a são
Se reparação


Ivan Fladek
Concretismo para Juliana Bruce
08/10/2008 15:16

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Liberdade, Não Medo

freedom not fear liberdade não medo

 

Un amplio movimiento de activistas y organizaciones hacen un llamado
a todos para unirse a la jornada contra la excesiva vigilancia por
parte de los gobiernos y las empresas. El 11 de octubre de 2008, se
tomarán las calles en diversos paises bajo el lema "Libertad sin miedo
2008". En varias capitales del mundo, se planea desarrollar actos
pacíficos y creativos, desde marchas de protesta a demostraciones
artísticas, fiestas, entre otros.

La
vigilanciamanía se está expandiendo. Los gobiernos y
las empresas registran, vigilan y controlan exahustivamente y cada
vez más nuestro comportamiento. No importa lo que hagamos, a
quien llamemos por teléfono, con quien hablamos, donde vamos,
de quienes somos amigos, cuales son nuestros intereses, en que grupos
participamos – "el gran hermano" en el gobierno y los
"hermanos menores" en las empresas saben más y más
de nosotros en distintos momentos.


11 de Outubro: Dia Mundial de Ação contra a Retenção de Dados

Para mais informações: http://www.vorratsdatenspeicherung.de/content/view/242/144/lang,es/

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Devaneios madrugueiros

A minha insegurança não é a minha verdade, é minha perseguição. Mas a minha verdade seria a minha vaidade?

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Sobre minha ida não ida à Cananéia

Para que um cochilo de 1/2 hora para quem já perdeu uma noite.
Eu mesma já perdi uma vida. Pior!, perco-a sempre, neste instante mesmo, por exemplo.

Quis
fugir do mundo, como quem foge devendo. Devo, e muito. E não tenho
pago, nem aos poucos. Devo contratos de aluguéis, livros para ler,
aulas para nadar, quartos a arrumar, roupas a lavar, dissertações a
simular, devo até o próprio dinheiro para viver. Mas por que merda
temos nós que dever tanto, será que faço menos ou devo mais que outros?

Não deixaram-me partir para a minha Pasárgada! Pois agora devo mais
essa. Me parece um tanto engraçado dever o fugir das dívidas, ainda
mais sendo elas todas ilusões criadas por mim mesma. De fato não deveria
nada, ou quase nada.

Já que eu não fui, vão vocês, todos vocês, à Pasárgada ou à puta
que os pariu! Não importa, apenas sumam. Devo ficar tranqüila aqui mesmo,
arrumando o quarto, lendo uns bons livros, dando uma força para minha
irmã no contrato lá de casa e passeando com minha prima, mas sem
exagerar que no domingo tenho simulado, e este será dissertativo.

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Alô?

Aqui estou na dúvida
se escrevo uma prosa ou uns versos. Bem, acho que a situação pede
para que as linhas se preencham lá até o fim, onde as letras caem,
mas não sem antes estarem seguras de serem acolhidas logo abaixo.
Isso me faz pensar se é o começo ou o fim que sustenta um texto. E
se pensarmos no caso dos japoneses?

Vamos em prosa mesmo. O
caso é o seguinte: num domingo já fim de tarde, entre Augusto dos
Anjos, Pessoa e Vinícius passeiam as minhas lembranças. Atrevido
surge no meu rosto um sorriso bobo que nem licença sabe pedir. Mas
me sei apressada. Paro. Que tal um cigarro? Acendo e dou um trago.
Este, mais atrevido ainda que o outro, retruca, a quinta é muito
longe.

Cedo! Subo e ligo…

Depois venho escrever,
antes um banho. Está frio, mesmo assim lavo o cabelo. Meus pés
agora estão gelados e dobrados sobre a cadeira. Os dedos – os das
mãos – tocam e destocam os tipos no teclado, que de birra resistem a
eles, para em seguida: Back Space, Back Space, Back
Space
… Que nem o barulho de um relógio, só que bem apressado,
como se quisesse compensar o tempo gasto antes na construção
daquilo que só foi criado para ter seu tempo compensado. Produzindo
um vai e vem ritmado entre quadradinhos, barra e o retângulo. E a
este eu novamente apelo. Fine. Da capo!: Back
Spaces
, agora com o Ctrl.

Me detenho no limbo da
tela. Busco na memória o que tava escrito, e… CtrlZ! Assim
juntinho, sem toques de relógio a separá-los e aos montes. Ouço um
barulho, levanto, é a ligação sendo retrucada. Chega, não conto
mais. Dois pontos e fecha parênteses.

— Alô?

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O Lamento das Coisas

Triste, a escutar, pancada por pancada,
A sucessividade dos segundos,
Ouço, em sons subterrâneos, do Orbe oriundos,
O choro da Energia abandonada!

É a dor da Força desaproveitada,
O cantochão dos dínamos profundos,
Que, podendo mover milhões de mundos,
Jazem ainda na estática do Nada!

É o soluço da forma ainda imprecisa…
Da transcendência que se não realiza…
Da luz que não chegou a ser lampejo…

E é em suma, o subconsciente aí formidando
Da Natureza que parou, chorando,
No rudimentarismo do Desejo!…

(Augusto dos Anjos)

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Definitivo?

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…

(passeando pelo blog do meu irmãozinho banto, achei esse poema 😉

sobre a autoria: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/caderno-3/a-literatura-no-mundo-virtual-falsas-autorias-1.755112

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